domingo, 24 de março de 2013

ABC Grande: Ideias para o Saneamento das Finanças e a Preservação do Patrimônio Institucional a Curto/Médio Prazo

1.            Política de contratações para a Série B:

As contratações devem ser restritas. Ao invés de trazer jogadores do eixo Centro-Sul e indicados por treinador e empresários, os responsáveis pelo futebol do clube ficarão encarregados de fazer as contratações de atletas oriundos do próprio futebol do RN.

Entendo que o ABC deva investir em atletas caseiros e jogadores das bases, pois eles são via de regra, mais baratos e muitas vezes possuem, no mínimo, a mesma qualidade técnica de atletas vindos de outros centros.

Além disso, muitos atletas caseiros torcem pelo clube ou o respeitam, e com isso tendem a jogar com mais empenho em favor do Mais Querido.

Do atual time, o ABC precisa manter e valorizar os seguintes atletas: Lopes, Renato, Tiaguinho, Alexandre, Édson, Hamilton, Jean Carioca e Júnior Xuxa.

Atletas da base como Alvinho, Felipe Alves, Herivelton, Marcílio e Mael devem integrar o elenco principal da Série B.

Além dessas contratações, o ABC precisa trazer 2 ou 3 atletas diferenciados, necessariamente com passagem pelo clube e com status de ídolos da torcida. Esses atletas poderão ter um salário diferenciado. Sugiro dois nomes bastante identificados com a Frasqueira: João Paulo e Leandrão.

2.            Caso Ben-Hur:

Com a dispensa de Gladstone e a contusão de Boaventura, o ABC está carente de zagueiros.

O ABC tem uma dívida que vem crescendo de maneira preocupante e dentre os credores imediatos, se encontra o zagueiro Ben-Hur, que hoje está no CRAC-GO e representa a maior dívida que o ABC possui na Justiça do Trabalho.

Com o fito de minimizar o rombo das finanças, entendo que não seria um mau negócio chamá-lo para fazer um acordo nos moldes do que o Flamengo fez com Petkovic em 2009, ou seja, um contrato de trabalho para a Série B + montante parcelado da dívida.

Além de aliviar as finanças, Ben-Hur representaria um reforço de boa qualidade técnica, pois mesmo tendo 36 anos, vem jogando regularmente e cuidando da sua forma física. Ele também teria um importante papel de emular a torcida, já que fora ídolo entre 2007 e 2009, e é dono de uma personalidade forte e marcante, um líder nato. Seria acima de tudo um reforço com espírito de grupo – mesmo que ele não seja mais o mesmo de 2007, afinal, a idade começa a pesar – e até mesmo um importante reforço no aspecto do marketing, já que tem uma relação muito boa com a Frasqueira.

Cumpre frisar que os 2 desafetos e responsáveis diretos pela saída constrangedora de Ben-Hur não mais se encontram no ABC.

3.            Mecanismos para trazer o povão de volta ao Frasqueirão:

Setorizar o Módulo 3, vendendo ingressos mais baratos. Seria a “Geral do Frasqueirão”. Os 10% reservados a torcida visitante retornaria para o lado esquerdo do Módulo 1. Com isso, o Frasqueirão voltaria a ter potencial para ser 100% ocupado, já que a PM não precisaria fatiar o Módulo 3 com aquele espaço em que ninguém pode ficar.


Alimentação do Frasqueirão mais barata. Não tem cabimento água mineral ser R$ 2,00, p. exemplo. Também faz falta dentro do estádio aquelas comidas populares que predominavam no Machadão: pipoca, frutas, churrasquinhos, etc.

Trabalho nos bastidores para que os jogos da Série B sejam em sua maioria aos sábados. A diretoria precisa trabalhar nos bastidores para que o ABC evite de jogar em dias e horas onde a presença de público será fatalmente diminuta. O ABC precisa trabalhar junto a Globo para que seus jogos sejam aos sábados à tarde. Não dar mais pra ficar passivo quando a CBF/Globo agendar um jogo no Frasqueirão às 22hs de terça-feira. É prejuízo na certa, e não há mais margem para prejuízos.

4.            Reforma no Programa Sócio Mais Querido:

O atual programa do Sócio Mais Querido virou uma mera compra antecipada de ingressos. Nada mais que isso. A tendência é que os torcedores com o tempo abandonem o plano.

A rede de descontos é quase inexistente. Poucas lojas aderiram. Falta agressividade ao departamento comercial do clube em buscar meios alternativos ao futebol para tornar o programa viável.

É preciso entrar em contato com as redes de cinemas, shows e teatro para fazer com que o Sócio Mais Querido tenha descontos.

O Programa Sócio Mais Querido poderia também dar vantagens em serviços médicos, funcionando como um plano de saúde.

É preciso ousadia do dep. Comercial e de marketing do clube para transformar o ABC num clube cujas ações vão além do futebol de campo, visando propiciar lazer e vantagens de diversas  frentes para o associado.

5.            Trabalho de marketing e mobilização da torcida:

O ABC precisa fazer uma campanha massiva para chamar a torcida de volta ao campo, precisa valorizá-la, destacar a importância da mesma, exaltar as Séries C de 2007 e 2010, onde a Frasqueira fez a diferença.

Poderia inclusive utilizar como garotos-propaganda os principais atletas do clube (os 3 reforços diferenciados), e até mesmo atletas do passado.

Gustavo Lucena 


5 comentários:

vilsemprevil disse...

Uma lista dos que ficam sem o Bileu é temerária. Até por que o Edson não joga mais do que o Bileu em lugar nenhum do planeta.

Idamylton Garcia disse...

Discordo
em alguns pontos. O primeiro ponto que acho é que apesar de ter uma
crise financeira, temos que ter cuidado para não cair para a C, pois a
crise tende a piorar... Sou a favor das bases, mas entre esses nomes que
você citou, muitos ainda não tem
qualidade suficiente para joga uma B. O segundo ponto é sobre a
setorização do estádio... Esse sou totalmente contra. Eu acho que para
levar a frasqueira de volta ao estádio não seja necessário separar ela
em um local... Digamos que o módulo 3 cabe 4500 pessoas... Pq não
fazemos um cadastro anual de torcedores de baixa renda e disponibilizar
esses 4500 ingressos para eles com um preço mais acessível? E um
ingresso NOMINAL para evitar cambistas. Não vejo o pq a importância de
querer dividir os torcedores quem ganha mais, de quem ganha menos. Sou
contra a segregação.

No 4 ponto a nossa ideia é a mesma, mas com métodos diferentes. Acho o método geral ultrapassado e desagregador... Podemos ter um objetivo maior e mais preciso com o cadastro de torcedores de baixa renda... Pq geral qualquer torcedor que tenha condições pode comprar e tomar a vaga de um outro que não tem, já com o cadastro de torcedores a probabilidade de uma pessoa que tenha condições compre é menor.

Alisson Radam disse...

O ABC precisa realmente ser um clube FORMADOR, agora mais do que nunca. Não adianta esperar jogadores "prontos", a base tem alguns jogadores bem interessantes, que talvez n sirvam para o time titular AGORA, mas podem ser úteis sim. Basta o time saber lapidar esses talentos. Romarinho é o mais talentoso, mas n tem comprometimento nenhum, já os outros eu coloco fé que poderão ser importantes. O foda é que isso deveria ser um processo NATURAL, mas só quando o time tá nessa situação constrangedora, é que olham com atenção para a base do clube e para os jogadores da região. A possibilidade de queimar a garotada da base é bem grande também, mas, no entanto, o que resta agora é seguir essa política.

Breno Cardoso disse...

Essa questão das contratações está ficando complicado. Temos Erivelton, Alvinho e Felipe Alves que vivem sendo emprestados, mas poderiam servir bem para um estadual e não são jogadores caros.

Certamente Alvinho e Felipe Alves teriam mais comprometimento e jogariam mais do que jogadores como Canga, Joelson, Anderson Costa, Allan. E com certeza Erivelton seria bem melhor do que Henik, Elielton, Jardson Sape e Fabio Neves

Breno Cardoso disse...

concordo também quando vc diz que temos que olhar mais para os jogadores que surgem por aqui. esses jogadores tendem a ter mais comprometimento por terem vindo de baixo.


Já deu certo antes, Jean Carioca surgiu por aqui no Potiguar de Mossoró e fez uma boa série B em 2008 e posteriormente foi para a Ponte Preta e Botafogo. Hoje tem Vaninho de 29 anos que faz um bom estadual pelo mesmo Potiguar e com certeza poderia ter mais comprometimento que muitos que já passaram por aqui