segunda-feira, 4 de julho de 2011

Estadual mudou, mas mudou pouco

Reunião hoje na Federação Norte Rio-grandense de Futebol definiu modificações no Campeonato Estadual para os próximos dois anos. Não houve grandes mudanças em relação a 2011, basta comparar o regulamento com o que estamos acostumados nas ultimas temporadas; (As alterações estão em Negrito)
  1. 10 equipes em grupo único.
  2. Serão 2 turnos. Cada equipe fará no mínimo 9 jogos por turno.
  3. Os quatro melhores de cada turno se classificam para a decisão do turno.
  4. As decisões de cada turno serão realizados em cruzamento Olímpicos(1º x 4º e 2º x 3º). Vantagem apenas de mando de campo.
  5. O Campeão Estadual será definido pelas duas equipes que vencerem os dois turnos. Se uma única equipe vencer os dois turnos não haverá final da competição.
  6. Apenas uma equipe será rebaixada. O rebaixado será aquela equipe que somar menor numero de pontos na soma dos dois turnos.
  7. Os vencedores de cada turno ganham vaga na Copa do Brasil.
  8. A equipe que somar maior numero de pontos na soma dos turnos leva uma vaga do Campeonato Brasileiro.
  9. Acabou a vantagem que os clubes tinham ao somar mais de três pontos que seus perseguidores. Tanto entre os ponteiros quanto os lanternas. 
Pois é pessoal, quem prestou atenção no regulamento percebeu que pouca coisa mudou. Somente aumentaram o numero de jogos, que passou de no máximo 24 jogos ou datas para no máximo 28 jogos ou datas. 

Resultado, se a competição era desinteressante, passou a ser desinteressante e inchada. E os principais prejudicados certamente serão ABC e Santa Cruz, que se fizerem boas campanhas na Copa do Brasil e no Estadual, farão maratona de jogos logo no inicio da temporada. Agora, certamente os beneficiados com a classificação de quatro equipes por turno são aqueles mesmo que reclamam por não chegar em finais.

6 comentários:

Gustavo Lucena disse...

Achei tosco.

O do ano passado era melhor, pois premiava de fato os melhores.

O regulamento não vai tornar o Estadual atraente, mas enfadonho e desgastante, afinal serão 28 jogos espremidos em 4 meses.

Estadual na atual encarnação não dar mais.

Ideal seria que o Estadual fosse alongado, paralelo ao Camp. Brasileiro, disputado na 1a fase apenas pelos clubes "fora de série", com os clubes das Séries A, B e C entrando numa fase final.

O Estadual seria mais enxuto, porém mais alongado, com apenas 1 jogo por semana, durando, digamos 6 ou 7 meses.

Diego Ivan disse...

Homi, não se alonga o que dá prejuízo.

O ideal é se jogar menos mesmo. Tirando ABC e Merrequinha os demais times não aguentam pagar 7 folhas jogando uma vez por semana. Pagando 3 ou no máximo 4, um Lobão da vida fica chorando as pitangas.

Esqueça alongar mais esse prejuízo.

Gustavo Lucena disse...

Mas se o ABC tivesse precisando do Estadual p/ disputar a Série D, garanto que os clubes interioranos fariam de tudo p/ pagarem 10 folhas de pagamento.

Acho que várias medidas precisam ser tomadas e uma delas limitar o número de clubes profissionais ou pelo menos a fnf/cbf ir em cada Estado e indicar quais clubes devem disputar Campeonato Brasileiro e ter calendário fechado até o fim do ano independente de Estadual.

Anônimo disse...

Você disse que :

As decisões de cada turno serão realizados em cruzamento Olímpicos(1º x 4º e 2º x 3º). Vantagem apenas de mando de campo.

Será apenas um jogo na semi final ou haverá ida e volta ???

Márcio Henrique/Morro Branco.

Gustavo Lucena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gustavo Lucena disse...

Uma solução Diego Ivan, seria que clubes como Coríntians, ASSU, etc. assumissem um status diferente do profissional. Continuriam funcionando como clubes amadores, com a maioria dos atletas formado por associados do clube que jogariam por puro ludopédio.

É assim que acontece nas principais ligas, existem poucos clubes 100% profissionais e a imensa maioria é formada por clubes formalmente amadores, cujos times são formados por trabalhadores de outras áreas associados a agremiação. E as ligas amadoras de lá são muito mais organizadas que o próprio Cammpeonato Brasileiro das Séries A e B.

Com certeza, se assumissem esse status de amadores, os clubes do interior economizariam uma boa grana com folha de pagamento.