sexta-feira, 14 de maio de 2010

Por que limitar o n. º de clubes profissionais no Brasil e no RN

Hoje o Coríntians de Caicó vai oficializar sua desistência de participar da Série D do Camp. Brasileiro.

O que não é novidade aqui no RN, e até mesmo em outros Estados brasileiros, inclusive os mais ricos.

No RS p.ex., o XV de Campo Bom até uns anos atrás costumava fazer boas campanhas no Camp. Gaúcho, mas quando chegava a hora de disputar a Série C sempre abria mão da vaga.

Entendo eu que essas amareladas dadas pelo Coríntians e pelo ASSU em anos anteriores não deveriam ficar impunes.

A impunidade é uma premiação a incompetência e ao amadorismo. E de uma certa forma prejudica clubes com grandes torcidas e que têm interesse em disputar competições nacionais, independente delas serem deficitárias ou não.

Ano passado mesmo, enquanto a gente testemunhava a covardia e o amadorismo do ASSU, ao mesmo tempo o Remo, clube de maior torcida do Pará era alijado de disputar a Série D porque só fora destinada 1 vaga para sua Federação.

Não vamos ser hipócritas e falso-moralistas com essa balela de que o clube foi incompetente dentro de campo e não merece disputar o Camp. Brasileiro. Isso não justifica sacrificar o direito dos clubes que querem manter o futebol profissional ativo pelos 10 meses exigidos no Estatuto do Torcedor, disputando competições importantes e gerando emprego para seres humanos.

Tal hipocrisia inclusive já alijou muitos torcedores que ficaram impedidos de ver o seu clube do coração entrar em ação. Nós da Frasqueira sabemos o que é isso, a torcida do Remo passou por isso no ano passado e até mesmo a fagimerada torcida do Treze, tão hostilizada por nós, sentiu na pele o seu clube ser forçado a fechar as portas ainda no 1º semestre.

Para mim desistir da Série D/Copa do Brasil deveria acarretar em severas penas, como p.ex., impedir que tal clube participe de competições oficiais por 5 anos. Queria ver se o ASSU - que já desistiu umas 423 vezes - sobreviveria.

Já passa da hora da CBF e Federações Estaduais revisar acerca da quantidade de clubes profissionais. Deveria haver uma limitação no n. º de clubes profissionais para fins de estruturar uma Série D com a garantia de que todos eles participem.

O RN mesmo, com muita boa vontade, dar mostras de que só tem condições de ter 6 clubes profissionais, com condições mínimas para disputar um calendário de 2 semestres.

Mas é melhor ter apenas 6 clubes em condições de disputar competições ao longo do ano do que ter 12 nos quais muitos deles mal tem condição para terminar um Estadual.

Gustavo Lucena

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2 comentários:

Black Ace disse...

É por isto Gustavo, que eu defendo o fim dos estaduais, e além disso, estados pequenos e esquecidos como o RN, PB, CE, PI e outros, deveriam ter no máximo 05 clubes profissionais para disputar competições regionais e nacionais.

Diego Ivan disse...

Amigos, essa seleção vai ser semelhante a de Darwin.

O que eu acho é que ninguém vai ter coragem de usar a caneta para facilitar a extinção destes times.

Reduzir é o caminho, mas não acho que a solução seja a extinção deste clubes, acho sim que soluções regionais são necessárias. Um time como o ASSU, pode participar de competições regionais junto a outras equipes de seu porte, mas não necessariamente precisa acabar.

O que acontece é que economicamente as cidades destas equipes não conseguem competir com os maiores centros urbanos. Populações pequenas em sua maioria, como no nosso interior do RN.

Veja bem...

Agora é que entidades como a Liga Mossoroense, deveriam promover competições pequenas.

Acabar nunca será o melhor caminho, já que são dessas equipes que encontramos jovens promessas do nosso futebol. Nossos time não conseguem manter olheiros para buscar o talento, esse trabalho cabe aos clubes de cada região.

Abraço!!!!