segunda-feira, 26 de abril de 2010

Resenha na correria

Amigos, a maratona do domingo foi braba, pelo menos para mim. No domingo foi realizado o concurso da CAERN no qual este blogueiro estava inscrito, com a esperança que as provas fossem realizadas no período da manhã. Para minha surpresa a prova começou exatamente duas horas antes do início da final, as 15:00hs.

Pois então, não é que na minha sala tinhas mais uns três na mesma situação. Tendo que fazer a prova e depois sair voado com destino ao gigante de Ponta Negra. Terminei a prova, depois de uma massacrante sala de aula da E.E. Walfredo Gurgel pública com apenas um ventilador funcionando. Peguei a BR-101, Eng. Roberto Freire e Rota do Sol, com o jogo já em andamento, o que tornou o trânsito semelhante aos de feriado prolongado.
Na Rota do Sol tudo tomado de carros, estacionamento do clube fechado, deu uma volta e nada de uma vaguinha, até que decidi colocar o carro praticamente na Roberto Freie. O desespero era tanto que quase que estaciono no meio da rua, literalmente, mas depois tive pena do meu bolso e do carrinho e coloquei numa vaga um pouco mais afastada.

Praticamente correndo, cheguei ao Estádio, esbaforido é verdade, aos 30 ou 35 minutos do primeiro tempo. Suado, cansado e tendo que assistir o jogo em pé, além de ter que aguentar os papudinhos que de 5 em 5 minutos pediam licença para descer da arquibancada. 

Os 10 minutos que vi não me agradaram, João Paulo, Ederson e Edson perderam gols feito menino buchudo. E já estava 1 a 0 Corintians. 

Intervalo, aproveitei a descida dos papudinhos e subi a arquibancada onde encontrei a turma localizada a direita das cabines de rádio. Me inteirei dos minutos que perdi e aguardei o reinício do jogo. 

O Corintians fez o segundo e o suor provocado pelo esforço passou a frio em um piscar de olhos, já que o ABC apenas tentava controlar a situação e o Corintians corria. Sobre o segundo tempo pode se dizer eu foi repeteco do primeiro, já que o ataque perdia gols a go-go. Pelo menos, com a principal jogada Alvinegra em toda a competição, numa bola levantada sobre a área Edson desviou e marcou o ultimo gol do jogo para o ABC, deixando o marcado em 2 a 1 para o Corintians. 

Comemoração tímida ao final do jogo, mas efusiva do lado de fora do Estádio, o 51º título Estadual ficou nas mãos da melhor equipe. Maior numero de pontos(41), maior numero de gols(50), maior numero de vitórias(12), menor numero de derrotas(3), quinta melhor defesa(24) e João Paulo artilheiro da competição(17).

O ABC no Estadual começou com um time modesto e teve resultados modestos, qualificou o elenco e teve futebol de Campeão.

O fato lamentável da final foi a Polícia Militar, que mais uma vez demonstrou que não sabe conter multidões. A promoção da violência coube a Polícia que resolveu agredir a torcida, que apenas comemorava o gol do ABC nas arquibancadas, mas isso o Gustavo Lucena denunciou no post “Spray de pimenta, truculência, sangue e imprensa omissa e covarde”, leia que vale a pena.

Apesar de corrida a tarde/noite foi muito boa, o jogo nem tanto, mas o resultado era o que a galera esperava desde o ano passado.

Vem aí o clássico do dia 1º de maio, a Copa do Nordeste, Copa do Mundo e Brasileiro Serie C. Para quem gosta de futebol o negocio vai ser puxado.

Ficha Técnica 

Local: Estádio Frasqueirão, Natal/RN.
Público: 15.664 pagantes.
Renda: R$ 245.100,00.

Árbitro: Ítalo Medeiros.
Assistentes 1: Eduardo Lincoln Neves.
Assistentes 2: Ubiratan Bruno Viana.
4º Árbitro: Leandro Saraiva.

ABC(1): Wellington, Edson(1), Leonardo, Tiago Garça e Renatinho; Marquinhos, Bileu (David), Claudemir (Jaime) e Cascata (Gabriel Pimba); João Paulo e Ederson. Técnico: Leandro Campos.

Coríntians(2): Danilo, Gabriel, Júlio, Deivisson e Geovane; Rafael Potiguar (Esquilo) (David), Petinha, Müller e Betinho (Marquinhos); Zé Maria e Gil Xavier(2). Técnico: Pedrinho Albuquerque.

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Um comentário:

Gibson Azevedo disse...

Meus efusivos parabéns a toda a nação alvinegra, por mais um merecido título estadual do nosso futebol. Agora, que foi uma alegria desenxabida, essa da partida final, lá isso foi! Eu nunca tinha visto tanto sorriso desbotado, de uma só vez, na minha já esticada existência. Que pena!... Casa cheia!... Mas, é isto mesmo, o que vale é o título; a derrota se esquece facilmente.
Forte abraco a todos! Repito, parabéns!