quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rebaixamento moral

Não me sinto bem em vir aqui escrever apenas para despojar meu mau humor, mas infelizmente depois que testemunhamos ontem, não dar pra manter a mínima gota de otimismo.

Pelo que vi ontem e pela entrevista do treineiro, foi esta conclusão que cheguei.

Esse modelo de gestão que infelicita o ABC se esgotou.

O futebol está nas mãos de um empresário que só pensa em sugar todas as energias financeiras do clube.

O time recheado de jogadores que não estão nem aí pro clube. Ontem em vários momentos ficou a impressão de que toda aquela lambança foi proposital, talvez com o objetivo de aumentar o bicho pela permanência.

Apenas os atletas formados nas bases e nascidos aqui no RN parecem jogar por amor e respeito ao ABC, independente da qualidade técnica.

Os demais atletas queriam está em algum clube do centro-sul. Só estão no ABC porque ele está na Série B. Se o Mais Querido cair, eles fogem, ou pro interior paulista ou para o próximo clube de Série B que tiver uns trouxas no comando. Afinal, Alex Fabiano é um homem de contatos. E de quebra, ainda entram na justiça trabalhista para implodir ainda mais o patrimônio do clube.

Esses dirigentes, jogadores e empresários ainda precisarão um esforço hercúleo para disputar a Série C em 2015, mas eles já estão moralmente rebaixados.

Não me engano mais por esse discurso safado de que "é preciso união da Frasqueira para salvar o ABC desse momento difícil" ou de que "é falso ABCdista quem é contra o que a diretoria está fazendo".

Chega. O ABC está se esfacelando como instituição e os responsáveis por esse esfacelamento continuam aí, inclusive blindados pela imprensa sobre a aura de "abnegados".

O momento agora não é mais de empurrar o time do ABC nos jogos.  Esse time, esse treinador e esse empresário que estão aí me tiraram qualquer tesão para isso.

O momento agora é de protestar ou se movimentar para salvar o nosso ABC, esse sim é um evento que exige a presença da torcida.

Gustavo Lucena

Um comentário:

Plínio disse...

No final das contas, as "viuvas de Judas" não eram tão ruins. Que saudade do meu ex-presidente no comando.