terça-feira, 22 de julho de 2014

Algumas reflexões sobre o que representa o retorno de Dunga a seleção.

Não vou destrinchar sobre o cartel ou a filosofia de jogo que o velho novo treinador tem a oferecer.
Vou me ater apenas ao que ele simboliza.

Em primeiro lugar desde os 10x1 sofridos nas finais da Copa, sempre me pareceu claro que Marin/Del Nero/Zé Vanildo/demais 26 patetas das federações estavam atrás de uma couraça e não de um treinador.

Dunga e Gilmar Rinaldi perderam uma chance de ouro de darem um não a uma entidade comandada por gente incompetente, desinteligente, descarada e autoritária. Isso os engradeceriam. Mas não, se submeteram a fazer o papel de leões de chácara da cartolagem.Tudo de ruim que acontecer daqui pra frente vai ser culpa exclusiva de Dunga e Gilmar e Marin/Del Nero/Zé Vanildo/26 patetas continuarão confortavelmente a se esconder em algum restaurante de luxo, articulando reeleições ad infinitum, deixando os seus empregados e jogadores serem engolidos pela imprensa normalmente gentil com a cartolagem marota.

A chegada de Dunga e Gilmar simboliza também que o futebol brasileiro ainda não chegou ao fundo do poço, até porque o buraco parece não ter fim.
  
Sobre os treinadores estrangeiros, jamais eles darão certo sob o comando de Marin/Del Nero/Vanildo/26 patetas. Alguém imagina um Guardiola ou Van Gaal, homens pra lá de estudiosos, pesquisadores do futebol, se submeterem a caprichos patéticos de um Marin da vida? Será que eles vazariam uma convocação simplesmente para atender o ego do dono da cbf? Isso não encaixa.

Houvesse bom senso, o Departamento de Seleções da CBF deveria ser fechado para balanço, só regressando em 2015, após um expurgo geral não só de nomes, mas de ideias medievais que tanto atrasam o futebol brasileiro.

Aliás, o futebol brasileiro como um todo deveria fechar pra balanço. Não há muito clima para o andamento das competições, os públicos patéticos estão aí pra escancarar a realidade.

Tudo que acontece na cbf é reflexo do que acontece no ABC, p. exemplo. Sim, o Mais Querido, o seu rival, os clubes do interior e a FNF têm seu quinhão de culpa no processo falimentar do futebol brasileiro, apesar do RN ser um dalit na casta política do esporte. O Mais Querido p. exemplo, monta times com projetos imediatistas, o resultado é o que importa, o que vale é o encaixe de marcação, dane-se os investimentos na base. Esse ano o ABC tem a maior chance de sua vida para subir a Série A desde o implemento do sistema de acesso-descenso. Mas o time foi montado muito mais na base da sorte do que no planejamento minucioso. O time deu liga, mas não tem um atleta nascido aqui, não tem uma base sólida que o sustente na Série A além de 2015.

Enfim, o cenário é bastante nebuloso e enganador, pois não duvide que Dunga de imediato conquiste uma penca de títulos, inclusive o hexa, mas o futebol brasileiro continuará no limbo e a médio-longo prazo, mantendo-se o esquema Havelange-Teixeira-Marin-Del Nero-Vanildo-26 patetas-Globo, a seleção pode conseguir a proeza de ficar de fora de uma Copa do Mundo.

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