sábado, 11 de agosto de 2012

Refrescando a memória, vemos que a honra é mais relevante que a grana

O ABC Futebol Clube e seus torcedores radicais estão sendo alçados a condição de vilões por parte da imprensa local.

Mais até que o Governo, o Município e a própria FNF, que sabiam desde 31/5/2009 que o Machadão iria abaixo e nada fizeram em favor do futebol do RN.

Isso sem falar na própria inércia do rival, cujos dirigentes em sua maioria são tão simbiotizados com o Poder Público que achavam que influiriam para que este fizesse alguma coisa. O máximo que conseguiram foi postergar a derrubada do Machadão, o que inclusive quase custou a perda do direito da cidade em sediar jogos da Copa do Mundo.

Pois bem, diante de tal situação, mostra que os dirigentes do rival conseguiram cavar a própria cova, não só pela ingenuidade ao esperar sentado pelo Poder Público, mas também porque a história recente eles mostraram em várias ocasiões desrespeito institucional para com o ABC Futebol Clube.

Antes de qualquer proposta financeira,a direção do rival deveria pedir desculpas formais por durante cerca de 10 anos ter agido nos bastidores contra o ABC Futebol Clube. Vou traçar um histórico de fatos que, por si só exigem uma nota pública de desagravo:

1-Em 2003/2004 a cbf determinou que os campeonatos estaduais deveriam durar 3 meses. Após isso aconteceria as Séries A e B, com a Série C começando apenas no 2º semestre. Com isso, mesmos os clubes classificados seriam forçados a passar cerca de 3 meses parados. O ABC Futebol Clube estava sem calendário nacional e precisava da Federação Norte Rio-Grandense de Futebol para elaborar um calendário local p/jogar após o Estadual e no 2o semestre.

2-O rival mandava na FNF, comandada pela dupla Nilson Gomes e Pio Marinheiro. E exigia que o calendário local ficasse restrito apenas ao Estadual com 2 meses, pois ele não queria ser atrapalhado na Série B, mesmo com a possibilidade de que as competições pós-estaduais fossem disputados apenas pelos clubes sem calendário nacional.

3-O "Caso Ivan", nas vésperas da Final do Estadual de 2007, em que advogados do rival queriam porque queriam a "cabeça do ABC", ao invés de se preocuparem com o futebol dentro de campo.

4-Em 2007, com o ABC na Série C e o rival na Série A, ou seja, em competições distintas, onde teoricamente não haveria disputa direta entre ambos, o atual presidente do rival admitiu que estava fornecendo malas de $ p/ rivais do ABC na Série C. Declarou ainda que o melhoar para seu clube era ver o ABC fora-de-série, porque concentraria todas as atenções em torno do mesmo no que tange a atenção da mídia, patrocinadores e até mesmo torcedores, pois era fato da presença de torcedores do ABC no Machadão, seja para secar (afinal, o Mais Querido estava "de férias"), seja para torcer ingenuamente pelo futebol do RN.

5-Em 2010 houve o quebra-quebra promovido por vândalos travestidos de torcedores do rival durante um clássico no Estadual. Isso só fortaleceu a postura contra o aluguel.

6-E no ano seguinte o então presidente do rival, Clovis Emídio, deu declarações depreciativas quanto ao Frasqueirão, que não vale a pena lembrar.

Ou seja, além de uma proposta financeira, é preciso sim um Termo de Ajuste de Conduta Ética e uma retratação pública, porque há 10 anos a rivalidade saudável e salutar encontra-se abalada. Como podemos constatar, não, é só questão de dinheiro.

Os dirigentes do rival podem até  pedir licença a direção do ABC e apresentar ao Conselho Deliberativo - que é o órgão estatutariamente competente para deliberar sobre o assunto - uma proposta viável e concreta em dinheiro vivo e, o mais importante privado e desembaraçado de quaisquer interesse público.

Porém, é preciso acima de tudo haver essa reparação moral e se comprometer em reestabelecer uma postura ética fora dos campos e nos bastidores.

Até lá, essa balela de "união em favor do futebol do RN" continuará sendo uma balela.

Gustavo Lucena

2 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que o retrospecto foi bem resumido, em apenas uma semana de clássico padang já faz maldades suficientes para escrever um livro.

- Torcida do ABC expremida na Geral(arquibanda inferior)do Machadão atrás do gol enquanto a arquibancada superior na parte do américa ficava com milhares de espaços vazios.

- Preços de lanches mais caro na torcidaa do ABC em clássicos em Goianinha.

- Patrocinio do Banco Bonsucesso, via prefeitura, a apenas 1 clube de natal, enquanto em Maceio, Campina Grande e outras cidades sempre dois clubes eram beneficiados com negocios similires com o BMG ou o próprio Bonsucesso.

- Bicho para motivar adversários do ABC, mesmo que não estejam disputando a mesma competição.

- Reforma do Machadão, realizada pela Construtora A. Gaspar, sem licitação, de propriedade de conselheiros americanos, realizada em tempo recorde conseguiram gastar R$ 17 milhões em 3 meses(Alguem acredita??Só se um predreiro ganhar R$ 50 mil) para o américa jogar a série A. Pouco tempo depois disso o Machadão e todo o dinheiro investido seriam demolidos.


etc.

etc.


etc.

caninde disse...

A diretoria do ABC tem que manter-se atenta. Os vermelhos são criativos e vão a todo custo buscar situações que possam prejudicar O MAIS QUERIDO.
Quem não se lembra da armação que fizeram pra cima de Leandro Campos em Goianinha !!!!
Todo o cuidado é pouco !!!!