sábado, 28 de abril de 2012

5 anos depois....

Voltaremos a ver uma decisão protagonizada pelos 2 principais clubes do RN. O ABC mais uma vez enfrenta o rival. E amanhã (29/5) completar-se-ão 5 anos do histórico 5x2, que foi o passo inicial para o renascimento do Mais Querido como um clube vencedor e frequentador assíduo das competições mais importantes do país.

No entanto, comparando os 2 momentos, vejo que a situação apresenta-se em vários aspectos bastante diferente aquela, pelo menos na minha visão. Vou lista alguns tópicos expondo meu ponto de vista sobre o que acontece hoje e o que acontecia no inesquecível ano de 2007.

O time

Em 2007 muitos consideravam o time do ABC muito fraco. No entanto, vendo o time titular, haviam jogadores bem gabaritados como Bebeto, Nildo, Ben-Hur e Nêgo. Isso sem falar no fator Wallyson. Ou seja, a impressão que tive é que a limitação era no sentido de falta de peças de reposição, onde se um dos principais nomes do time ficasse impossibilitado de jogar, o seu reserva era um jogador muito ruim. No entanto, a gente via naquele time titular um espírito de luta muito grande. Era um time limitado, mas que cativava a torcida a jogar junto. O treinador era Ferdinando Teixeira que, diante do material humano que possuía no momento (quando ele chegou o período de contratações havia encerrado), usou e abusou da motivação psicológica para fazer os atletas darem tudo de si.

O time deste ano não empolga. Em vários setores é melhor que o de 2007, mas não existem jogadores verdadeiramente diferenciados. Não se vê sangue nos olhos dos atletas e não há tanta identidade dos atletas com o clube. Leandro Campos parece ter chegado ao seu limite e encontra-se desgastado. Outro agravante é o fato de que o time não tem um atleta formado nas bases do clube ou nascido aqui no RN, o que reforça ainda mais a pouca identidade dos atletas com a camisa do ABC FC.

O rival

Em 2007 o rival entrou na final por cima da carne seca. A arrogância vestia vermelho. Os torcedores arrotavam caviar e se achavam no direito de humilhar qualquer ABCdista que visse na rua. E mesmo quando não se discutia futebol, os encarnados estavam sempre certos e os pobres ABCdistas, considerados subcidadãos, esttavam sempre errados. A diretoria deles então, só pisavam no chão por conta da gravidade.

5 anos depois, a diretoria deles continua arrogante do mesmo jeito. Também pudera, são basicamente os mesmos beócios que a quase 20 anos dão as cartas no clube. O atual time deles porém, é tão fraco quanto o atual time do ABC. Ou seja, ao contrário de 2007, os 2 finalistas se equiparam. E a torcida aparentemente está menos arrogante, principalmente pelo  fato deles já não dizerem amém pra  tudo que a diretoria encarnada profere, apresentando um certo cansaço com os dirigentes que são os mesmos de sempre e desapontados com a incompetência da mesma em não conseguir arranjar ou construir um estádio minimamente decente. Isso para não falar na série de peias que vem levando do ABC.

A torcida

Em 2007 a Frasqueira encontrava-se num verdadeiro Estado de Guerra. Todos sabiam que o Estadual era questão de sobrevivência na temporada, o mais importante era garantir uma vaguinha na Série C e ter a chance de um calendário no 2o semestre. Cada jogo contra Guamaré, Macau e São Gonçalo era motivo para ir ao Frasqueirão, pois os 3 pontos de cada jogo representava um passo a mais em busca da Série B. A média de público foi de 6 mil torcedores por jogo, impressionante em se tratando de Estadual. A torcida estava totalmente sintonizada com o time e fazia pega-lo no tranco. Na fase final do Estadual a Frasqueira também estava com sangue nos olhos. Até os treinos as torcidas compareciam em massa para empurrar o time. As armações dos encarnados nos bastidores (o caso Ivan) foi a pólvora que faltava para explodir de vez. E os adversários sentiram a nossa força.

Em 2012 já não se vê a mesma mobilização. Garantido na Série B, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, a Frasqueira parece estar acomodada, não tem mais ido aos jogos, mesmo os mais decisivos. Falando por mim, sinto uma certa apatia pelo time, que não me empolga. Em 2007 eu estava sempre ligado no ABC, na véspera só respirava o Mais Querido. Hoje em dia, sinto uma certa ressaca e não me desespero quando sei que vou ficar impossibilitado de ver um jogo.

Sei muita gente discordará de mim, mas 5 anos depois, vejo uma certa acomodação em todos que fazem o ABC FC.

Gustavo Lucena

Um comentário:

Múrcio disse...

VAMOS JOGAR COMO UM TIME GRANDE QUE SOMOS
.
Chegou a hora da grande decisão. Depois de alguns anos fora até da grande final nosso maior rival vem com muita vontade, coisa que já mostrou nos confrontos anteriores. Não tem mais nada o que fazer ou falar. É como nosso treinador já disse: É MATAR OU MORRER (esportivamente falando). À torcida só resta torcer para que nosso time entre em campo com muita determinação, garra e sabedoria para ganhar o campeonato.
Como todo clássico, esta final não vai ser diferente. Vai ser truncado, com pouco futebol e muita reclamação. Diferente vai ter que ser a nossa forma de enfrentá-los. Depois de ressuscitar duas vezes o adversário, o ABC agora tem que saber jogar para ganhar. Não podemos cair na provocação deles de novo nem ligar para as listas de jogadores. Temos que jogar como time grande que somos. Temos que jogar sem medo de perder. Não podemos continuar jogando só com a “bunda na parede”. Afinal somos bi campeões e eles que têm que ter medo de perder mais um ano.
Vendo a relação dos jogadores concentrados, o que continua preocupando são as ausências de Renatinho, e os zagueiros Luizão e Flávio. Pouco se tem comentado a respeito, mas eles podem fazer uma falta muito grande. Depois que Renatinho se machucou o Abc caiu demais. Berg oscila muito e o Leandro Cardoso é muito fraco. Então só resta mudar o esquema para 4-4-2, entrando o Luiz Ricardo que também não passa muita confiança, mas é o que temos. Vamos em frente.
Boa sorte ao nosso time e que hoje estejamos com este verdadeiro espírito de campeão.

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