quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Operação abafa

Infelizmente todas essas séries de desmandos, descasos e ameaças em torno do ABC só será cessada se o time fracassar dentro de campo.

Tudo gira em torno do que acontece no futebol.

Um Estadual conquistado, uma singela vitória sobre um dos 12 grandes, um reles 5o lugar na Copa do Brasil, tudo isso parece ser capaz de abafar uma série de desmandos que essa direção anda fazendo:

-Terceirização do futebol profissional, onde só se contrata jogadores de determinados empresários e não tem uma política de valorização dos atletas das bases e nascidos do RN. O elenco principal do ABC não tem um jogador que seja torcedor do Mais Querido;

-Sucatamento das cat. de base, onde não há investimento sério e os melhores jogadores são facilmente aliciados por empresários;

-Utilização do clube como uma espécie anexo de Gabinete Parlamentar. Exemplos não faltam como na nomeação de um advogado torcedor do américa para defender os interesses do clube, e que na campanha eleitoral do ano passado doou dinheiro pro PSDB, partido de Rogério Marinho. Aliás, a diretoria estava mais mobilizada na campanha eleitoral do que na campanha do clube nas competições;

-Falta de força política junto a FNF, que vem elaborando campeonatos ruins, deficitários e que ainda buscam beneficiar o américa;

-Programa de sócio-torcedor ruim e com poucos atrativos, pois o torcedor só se associará em massa apenas quando o time estiver em boa fase dentro de campo. Nas primeiras derrotas ou na expectativa de campanhas pífias na Série B, o programa não segura seu torcedor e ele abandona o sócio;

-Conselho Deliberativo negando a democratização do clube;

-Assinatura de um contrato altamente danoso com o Arena das Dunas, mesmo com o ABC tendo um enorme lastro patrimonial e poder de barganha;

-Série de processos trabalhistas e judiciais. O ABC, outrora exemplo de bom pagador, se tornou um patrão pouco confiável.

Tudo que citei será esquecido hoje a noite, se o ABC vencer o Força e Luz por 1x0 com um gol de pênalti inexistente.

Gustavo Lucena

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