sábado, 3 de maio de 2014

#PazNaArena


Ontem aconteceu uma das cenas mais lamentáveis que se tem informação em um estádio de futebol. Um torcedor do Sport - que foi apoiar o Paraná - foi atingindo por um vaso sanitário jogado por bandidos da organizada do Santa Cruz em pleno estádio do Arruda, manchando de sangue as várias festas promovidas naquela praça esportiva.

É de provocar revolta e desânimo no apaixonado por futebol. A festa da arquibancada é algo mágico. Vibrar e torcer pelo seu clube, acompanhado de perto todo encanto que cerca um partida de futebol é experiência única que aos poucos está sendo presenciada por um número menor de torcedores, que, com medo de serem vítimas da violência preferem ficar em casa.

E nesta tragédia o enredo pouco muda: o criminoso faz parte de organizada e a polícia não agiu de forma a identificar o marginal. Como pode ele ter saído do local sem ter ao menos sido identificado? E até quando essas organizadas continuarão matando? As maldades se repetem e nada é feito para serem coibidas.

Ademais, defendo que a CBF de forma exemplar puna o clube que tem torcedores assassinos que praticam seus crimes nas praças esportivas. Este episódio supera a esfera futebolística, é bem verdade, mas não pode os tribunais esportivos ficarem silente. Não basta decretar a perda de alguns mandos de campo, mas deveria retirar pontos do Santa Cruz - assim como defendi que o Corinthians fosse excluído da Libertadores - como formar de dizer ao bandido que se ele continuar agindo o seu clube será prejudicado.

Hoje tem, no meu sofrido estado, mais uma peleja envolvendo ABC x América. Queria muito ir à moderna Arena das Dunas ver mais um clássico, mas apenas a presença das organizadas TMV e TGA - que tem histórico de confrontos violentos e mortes - já é motivo para que eu fique em casa. Sou apaixonado pelo ABC, mas amo muito a minha vida. Aos que vão, que Deus os proteja e que tenham um tranquilo jogo. Que nada de mal aconteça, mas depende dos milhares de torcedores. Paz nos estádios, um sonho difícil, mas possível e eu ainda acredito.

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